O Que a Vida Me Deu
Uma reflexão sobre o tempo, a família, as amizades, o serviço e a gratidão pela caminhada.
Coluna do Ir. Erasmo SantosIr. Erasmo Santos
Acadêmico da Academia Caruaruense Maçônica de Letras – ACML
Coluna de reflexões, memória e experiências de vida
A vida nunca me prometeu facilidades. Como acontece com todos, trouxe dias de sol e de tempestade, encontros e despedidas, conquistas e desafios. Mas, quando olho para trás, percebo que ela foi generosa comigo.
Deu-me uma companheira para caminhar ao meu lado, Nadiane, parceira das alegrias e dos momentos difíceis. Deu-me Erasmo Jr., um filho que é motivo de orgulho, um homem de caráter, e uma nora que chegou para ampliar os laços do coração.
Permitiu-me construir amizades verdadeiras, cultivar irmãos na Maçonaria, companheiros no Lions Clube e pessoas que, ao longo dos anos, transformaram simples convivência em afeto sincero.
Também me concedeu o privilégio de servir. Em cada reunião, em cada projeto, em cada palavra escrita ou gesto de solidariedade, encontrei sentido para a caminhada.
É verdade que o tempo deixou seus sinais. Os cabelos se foram, os passos ficaram mais cautelosos e a consciência da finitude tornou-se mais presente. Mas talvez seja justamente isso que torna tudo mais valioso.
Aos 65 anos, não posso dizer que recebi tudo o que sonhei. Recebi mais. Porque os sonhos da juventude eram limitados pela inexperiência, enquanto a vida, com sua sabedoria silenciosa, entregou-me coisas que eu nem sabia desejar: uma família unida, amigos leais, respeito conquistado e a paz de poder olhar para a própria história sem vergonha das páginas escritas.
Por isso, quando faço o balanço da jornada, chego a uma conclusão simples: a vida me deu mais do que eu sonhava e nada além do que procurei merecer com trabalho, honestidade, fé e amor. E, por essa conta tão generosa, só me resta agradecer.
“A verdadeira riqueza da vida não está no que acumulamos ao longo dos anos, mas nas pessoas que permanecem ao nosso lado quando olhamos para trás e recordamos a caminhada.”
— Autor desconhecido
Acadêmico da Academia Caruaruense Maçônica de Letras – ACML
